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Página Inicial › Blog › Agronegócio › Safra 2026/27: produção em alta e margem sob atenção

Safra 2026/27: produção em alta e margem sob atenção

  • Agronegócio
  • 21/10/2026
  • Foto de Pedro Barreto Pedro Barreto

A safra 2026/27 começa a ser semeada com boas notícias e um ponto de atenção. A Conab projeta uma colheita recorde de 366,6 milhões de toneladas de grãos, com a soja chegando a 181,64 milhões de toneladas. Além disso, a área semeada deve crescer para 85,3 milhões de hectares. 

O desafio está no custo para chegar a esses números. Análises do Banco do Brasil apontam que fertilizantes mais caros e a incerteza nos mercados internacionais podem apertar a rentabilidade em 2026 e 2027. 

Neste artigo, reunimos os dados do setor e mostramos por que a precisão na aplicação de adubo se tornou uma das decisões mais importantes da lavoura. 

O custo dos fertilizantes no centro da conta

Em Mato Grosso, o Projeto CPA, do Senar-MT e do Imea, estima um aumento de 3,21% no custeio da soja. Os fertilizantes e corretivos subiram 5,40%, influenciados por fatores geopolíticos, e os defensivos avançaram quase 11%. O ponto de equilíbrio da atividade cresceu 9,13%, o que exige mais produtividade ou preços de venda melhores para manter a rentabilidade. 

O peso do adubo na planilha também aparece nos levantamentos da Conab. Em 13 municípios produtores de soja, o gasto médio com fertilizantes foi de R$ 1.331,06 por hectare. 

Além disso, boa parte dessa conta já está fechada. Segundo a Biond Agro, cerca de 82% da necessidade de fertilizantes para a soja 2026/27 estava contratada até o fim de julho. 

Na prática, o produtor já comprou o insumo antes do plantio. O que ainda pode ser controlado é o quanto desse investimento chega, de fato, ao solo e à planta. 

  • Leia também: Distribuição de fertilizantes: a precisão no campo com IA 

Crédito e planejamento: o que muda no Plano Safra 

O financiamento acompanha o ritmo do setor. O Plano Safra 2026/27 soma R$ 610,3 bilhões, considerando a agricultura empresarial e a familiar. Ao mesmo tempo, a fatia destinada ao custeio ficou menor, o que preocupa os produtores. 

Com menos folga no custeio, cada real investido em insumo precisa render mais. Por isso, o planejamento deixa de se limitar à compra e passa a incluir a forma de aplicar. 

Distribuição de fertilizantes: onde a eficiência se ganha ou se perde 

Um fertilizante de qualidade só entrega resultado se for distribuído de maneira uniforme. Pesquisadores da área de agricultura de precisão estudaram esse efeito.  

Em ensaio publicado por Molin e colaboradores, ligado à Unesp, a composição de fertilizantes variou ao longo da largura de trabalho, com desvios de até 17,8% para nitrogênio e 34,1% para potássio em um dos produtos. 

Em outras palavras, mesmo com a dose correta no equipamento, parte da lavoura pode receber mais nutriente e parte pode receber menos.  

Pesquisa da Unioeste destaca que a uniformidade de aplicação é um fator importante para a eficiência de uso do fertilizante e para o efeito sobre as plantas. 

Esse é o ponto em que tecnologia e calibração fazem diferença. Cada fertilizante tem granulometria, densidade, umidade e dureza próprias, e essas características mudam com o transporte e o armazenamento.  

Portanto, a mesma regulagem pode gerar padrões de distribuição diferentes. 

  • Confira: Grade rápida: como o Catros contribui no preparo do solo e manejo da palhada 

Como a Amazone/MP Agro apoia o produtor nesse cenário 

A Amazone/MP Agro trabalha para entregar soluções confiáveis, e isso começa antes de a máquina entrar no campo. Nossa linha de distribuidores de fertilizantes, como o ZA-TS, é pensada para aplicar a quantidade certa de adubo desde os primeiros metros. 

Para apoiar a calibração, contamos com o Centro de Análise de Fertilizantes (CAF), em Ibaté (SP). Trata-se do único laboratório próprio de análise de fertilizantes entre os fabricantes de máquinas da América Latina. O CAF já analisou mais de 30 mil amostras e realizou mais de 100 mil testes de distribuição. 

O laboratório avalia sete parâmetros: 

  • granulometria; 
  • densidade; 
  • identificação visual (EasyMatch); 
  • fluxo de queda; 
  • umidade; 
  • dureza do grão; 
  • teste de distribuição. 

Com esses resultados, o produtor acessa recomendações de regulagem no aplicativo MySpreader e aplica os ajustes direto no equipamento. A análise é gratuita: basta enviar uma amostra de 5 kg à revenda mais próxima ou diretamente ao laboratório. 

Assim, cuidamos do desenvolvimento do cliente de forma prática. Quando o custo do insumo sobe, a precisão na aplicação ajuda a proteger a margem. 

  • Você também pode gostar: Centro de Análise de Fertilizantes: o que muda quando a calibração deixa de ser estimativa 

Conclusão: planejar a safra também é planejar a aplicação 

A safra 2026/27 promete volume recorde, mas exige atenção ao custo e à eficiência. Como boa parte dos fertilizantes já está contratada, a calibração correta passa a ser uma das principais formas de proteger o investimento. 

Quer saber como a análise do CAF pode ajudar na sua próxima aplicação? Conheça o Centro de Análise de Fertilizantes ou fale com o time comercial da Amazone/MP Agro. 

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